Agendas públicas

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O novo paradigma da sustentabilidade pressupõe a ênfase na cooperação e na parceria. O fundamento está na visão e compreensão de que vivemos em rede e estamos todos interligados por uma delicada teia, cujo equilíbrio depende ao mesmo tempo de todos e de cada um de nós. Visto a partir dessa forma complexa, o desenvolvimento sustentável requer colaboração e parceria na sua construção e seu avanço será mais efetivo se houver um alinhamento de objetivos e metas entre diferentes setores da sociedade.

As empresas estão inseridas em um determinado contexto social e político e, portanto, a busca coletiva de soluções é benéfica para as empesas, o poder público e a sociedade como um todo. Ao atuar em linha com o fortalecimento das políticas públicas e agir de forma articulada, as empresas podem potencializar sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade e a geração de valor. As agendas públicas e coletivas voltadas ao desenvolvimento sustentável têm legitimidade da sociedade, pois seus objetivos e recomendações resultam de amplos processos participativos, que incluem o diálogo e o engajamento das partes interessadas. Essas agendas podem abranger diferentes escalas, sendo globais, regionais, nacionais ou ainda locais.

O exemplo atual mais importante e significativo a nível global são os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável aprovados em setembro de 2015 por 193 países-membro da ONU, em substituição aos 8 Objetivos do Milênio, estabelecidos em 2000 para os primeiros 15 anos do século. É um conjunto de 17 objetivos e 169 metas dirigido aos governos, empresas, ONGs e sociedade em geral que devem guiar os esforços em desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos.


Perguntas do questionário ISE relacionadas ao tema

Desempenho das empresas em indicador relacionado ao tema


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