Água

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Aproximadamente três quartos da superfície do globo estão cobertos por água. A água está presente nos oceanos, nas calotas polares, nos rios, lagos, em bacias subterrâneas e na atmosfera. É um elemento essencial aos seres vivos, sendo o maior constituinte dos seus fluidos. Apesar de aparentemente expressiva, a massa de água representa apenas 0,02% da massa da Terra. Mais de 96% do total da água disponível no planeta é salgada, portanto, menos de 4% da água é doce. A maior parte da água doce está concentrada nas regiões polares. A água presente nos continentes, em rios, lagos ou bacias subterrâneas representa menos de 1% do total de água no planeta e estima-se que apenas 0,03% esteja disponível para o consumo dos seres vivos, incluindo o homem (água doce superficial e presente na atmosfera e, portanto, em um ciclo curto).

A primeira conclusão é que a água é um recurso finito: o que temos disponível para o consumo aqui no planeta que habitamos é escasso e é preciso cuidar. Grande parte da água doce disponível é utilizada na produção de alimentos. Importante destacar que essa água é, em geral, retirada de fontes superficiais, sendo em parte absorvida pelas plantas, em parte evaporada para a atmosfera e numa última parte infiltrada na terra, entrando em um ciclo que pode chegar a milhares de anos até que aflore novamente. Por isso, pensar que a água é um bem renovável precisa ser colocado em um contexto. A água utilizada e descartada pela sociedade perde as suas qualidades quando, por exemplo, é acrescida de resíduos orgânicos, resíduos oriundos de processos produtivos/industriais ou entra em um ciclo cujo período é muito grande comparado ao tempo de vida dos seres vivos ficando, dessa forma, indisponível para consumo.

As grandes concentrações urbanas, com intensa impermeabilização do solo e geração de grande carga de esgoto, muitas vezes sem tratamento adequado; a subtração da cobertura vegetal, a ocupação inadequada (e muitas vezes ilegal) de áreas de mananciais, que deveriam servir para recarregar os aquíferos, rios e reservatórios; o uso descuidado e o desperdício; a ineficiência de processos produtivos e as perdas nas redes de abastecimento agravam a situação hídrica. Soma-se a esse quadro crítico os impactos das mudanças climáticas que alteram o regime de chuvas: a redução dos volumes de precipitação e o aumento dos períodos de seca em algumas regiões e a intensificação pluviométrica em outras.

Esse quadro aponta para uma situação de risco para as empresas, pois todas, em maior ou menor grau dependem da água. Mesmo empresas de serviços devem se preocupar com essas questões e se engajar na busca de soluções; soluções que só fazem sentido se encontradas e implementadas coletivamente: não adianta 'cavar um poço no seu quintal'; trata-se de uma solução paliativa, de curto prazo que pode até agravar a situação no longo prazo.

As empresas precisam primeiro, individualmente, entender qual a sua dependência deste recurso, mapear suas fontes e avaliar a situação de cada uma delas, não isoladamente, mas no contexto social, com suas externalidades e considerando todas as partes interessadas que também dependem daquela fonte. Analisar o seu processo, monitorar os indicadores de consumo, estabelecer metas de redução, procurar processos mais eficientes, fechar os ciclos (reusar a água), capturar água da chuva, apoiar projetos de restauração florestal e de recuperação de áreas degradadas, especialmente as margens de mananciais. Enfim, adotar medidas não só de redução do consumo, mas também que favoreçam o imprescindível ciclo da água.


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