Ecoeficiência

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Tudo que produzimos e consumimos depende fundamentalmente da natureza, isto é, dos recursos naturais, renováveis ou não. O aumento da população e do consumo nas últimas décadas intensificou o processo de extração desses recursos, colocando forte pressão sobre o meio ambiente e levando ao risco de escassez alguns recursos em determinadas regiões.

Nesse sentido, um dos primeiros passos a ser adotado no caminho da sustentabilidade é o uso racional dos recursos naturais que, em outras palavras significa usar os recursos de maneira inteligente, para fins realmente necessários e sem desperdícios, buscando 'fazer mais com menos', isto é, de 'maneira ótima'. Nesse contexto, 'otimizar' o uso dos recursos significa extrair o máximo possível deste recurso para gerar um produto final. O ponto, entretanto, é que existe um limite para essa transformação e a geração de subprodutos, ou resíduos, é praticamente inevitável. Isso significa que a cada ciclo perde-se parte do poder de transformação, ou seja, gera-se um tipo de energia que não pode ser aproveitada. Um exemplo disso é o aquecimento do motor de um veículo: parte da energia gerada pela queima do combustível é usada para gerar movimento, mas parte se perde para o ambiente em forma de calor. Trabalhar de forma eficiente implica em reduzir a perda de energia e a produção de subprodutos indesejados, ou seja, os resíduos. É importante sempre analisar se o processo pode ser modificado, se já foi atingida a eficiência máxima possível (ótima) e, mesmo que ela tenha sido atingida, considerar que é sempre possível mudar e inovar, especialmente se o uso desses recursos não puder ser sustentado indefinidamente no longo prazo.

As empresas, portanto, devem buscar sempre 'otimizar' seus processos de produção, e de sua cadeia de valor, buscando minimizar sua 'pegada ecológica', ou seja, utilizar o menor número de recursos possível, e aqueles com menor impacto, em seus insumos e processos produtivos. Também devem estar cientes dos subprodutos gerados por suas atividades, assim como na sua cadeia de valor, e a maneira mais eficiente de trata-los. Caso o processo produtivo ainda assim demande muitos recursos naturais, sejam eles renováveis ou não, é imprescindível reconsiderá-lo e buscar por inovações disruptivas.

O uso sustentável dos recursos é um conceito que vai um pouco além do 'uso racional', pois implica em considerar a biocapacidade (ou capacidade biológica) do planeta, ou seja, a capacidade dos ecossistemas de produzir recursos (materiais) biológicos e absorver os resíduos. Importante notar que 'absorver' implica que os resíduos devem entrar no ciclo biológico. O uso sustentável implica ainda em garantir que a disponibilidade dos recursos (em termos quantitativos e qualitativos) – mesmo no longo prazo – não será colocada em risco.


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