Governança

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As organizações de qualquer natureza, sejam elas empresariais, governamentais ou não-governamentais têm uma estrutura por meio da qual são dirigidas. Empresas privadas podem ter um ou vários donos e, frequentemente, têm em sua estrutura uma série de instâncias de tomada de decisão e órgãos de controle. Esse cenário foi se tornando cada vez mais complexo à medida que as empresas foram crescendo, atuando em novos mercados e se expandindo nacional e internacionalmente.

Em contextos mais complexos, onde nem sempre os incentivos são adequados, o poder é concentrado e os interesses são muitas vezes divergentes, emergiu a necessidade de estabelecer um conjunto de boas práticas para, por exemplo, evitar conflitos entre os proprietários (acionistas, sócios das empresas), os executivos (administradores da empresa) e proteger os interesses da empresa.

Dessa necessidade surgiram os primeiros debates e se desenvolveu o campo da Governança Corporativa (GC), que tem como foco, e principal interesse, a 'criação de um conjunto eficiente de mecanismos de incentivos e monitoramento a fim de assegurar que os administradores se comportem de forma a atender sempre o melhor interesse da empresa'. Ressalta-se que não são os interesses dos acionistas e nem dos administradores, mas os interesses da empresa.

As boas práticas de Governança Corporativa têm sido definidas coletivamente a partir de um conjunto de representantes da sociedade que atuam nesse universo em diferentes esferas, ou seja, os 'praticantes da governança'. No Brasil, a maior referência em GC é o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Fundado em 1995, o IBGC reúne membros das diferentes esferas da governança, entre acionistas, conselheiros de administração, executivos, especialistas e divulga as boas práticas de GC por meio de um amplo leque de atividades, procurando influenciar as organizações no sentido de ter maior transparência, justiça e responsabilidade.

Um guia de boas práticas em Governança Corporativa 'converte princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade'. Os princípios que norteiam a boa GC são: transparência, equidade, prestação de contas (accountability) e responsabilidade corporativa.


Perguntas do questionário ISE relacionadas ao tema

Desempenho das empresas em indicador relacionado ao tema


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