Respeito aos direitos dos mais fracos

Nas relações que se estabelecem entre as empresas e trabalhadores, consumidores e comunidades existe uma assimetria de poder...
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Nas relações que se estabelecem entre as empresas e trabalhadores, consumidores e comunidades existe uma assimetria de poder. As empresas detêm os meios de produção, o capital financeiro e estão no comando das decisões estratégicas. Estas decisões podem afetar negativamente as partes interessadas com menor 'poder de barganha', quando seus interesses e necessidades não são considerados e respeitados.

A legislação reconhece essa assimetria e procura limitar seus impactos. Do ponto de vista das empresas, é preciso cuidar dessas relações. Às empresas comprometidas com a sustentabilidade, cabe criar mecanismos que promovam o equilíbrio dessas relações, disponibilizar canais de diálogo para acolher, respeitar e responder os interesses legítimos e reais necessidades destes públicos. Dessa forma é possível estabelecer relações de confiança e parceria onde ganha-se de todos os lados.

As empresas que adotam práticas de conduta sustentáveis devem atentar para as partes com menor poder de negociação frente às empresas, como as comunidades no entorno da área de produção que podem ser severamente afetadas com as mudanças sociais, ambientais e/ou econômicas causadas pelas atividades da empresa. As empresas devem construir mecanismos de diálogo com as comunidades locais que permitam a elas colocar suas demandas e necessidades que garantam seus direitos básicos. Tribos indígenas e populações ribeirinhas são exemplos de atores de interesse com menor poder de negociação que devem ser consultados caso estejam nas imediações da área de produção da empresa, fomentando uma maior simetria entre as partes.




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